quarta-feira, 22 de janeiro de 2014


ARTES HÍBRIDAS   Reflexões e Questiones sobre Posições de Santaella Lúcia

Na procura de novas possibilidades de representação e experimentação estética, onde o artista busca novas linguagens para a comunicação, as Artes Híbridas nascem, como linguagens da mistura de meios e materiais, formando um todo interconectado, de sistemas de signos e simbologias, que se unem para formar uma sintaxe integrada.
O fenômeno da hibridação incluindo os suportes e meios disponíveis aos artistas é propiciada pela sobreposição crescente e sincronização consequente das culturas artesanais, a industria-mecânica, a industria-eletrônica e a teleinformática.

 Esta interconexão e mistura de todos os meios e materiais, permitem ao artista ter possibilidade e liberdade de comunicar com melhores e novas formas e aproximações, na infinita cinercia das artes . O enriquecimento de possibilidades para aumentar a expressão e significância faz marcar um infinita quantidade de possibilidades de experimentação e criação.

Por ser tão vasta as hibridações nas artes é para sua compreensão divididas em 3 campos:

Primeiro, no âmbito das imagens em primeira instancia, a passagem e mistura entre imagens artesanais e as fotográficas, incluindo, cinema e vídeo, como também as infografias.

Segundo, as recreações de espaços ou instalações que misturam objetos em justaposição de objetos, imagens bidimensionais e tridimensionais, fotografias, filmes, vídeos , .... etc.

Terceiro, as misturas de meios tecnológicos, precedidos pela informática e teleinformática, onde a consequência dos medias, transformou as hibridizações das mais diversas ordens, no principio da construção de quilo que é chamado Ciberarte.

Os caminhos crescentes da arte com a explosão dos meios de comunicação e da cultura de massas no contexto da expansão tecnológica que constantemente evolui e não cessa de avançar em direção a novas possibilidades permitindo-nos rever um futuro para a criação dentro das artes, inesgotável nas diversas formas e nas novas ainda por desenvolver no mundo que chamamos virtual (espaço do imaterial ou incorpóreo), onde as simulações computacionais e o sensorial “sensorium” humano está conectado em um ambiente eletrônico.
Nesta criação dos ambientes imaginativos de paisagens signicas e  hibridismo digital, se instaura uma ordem perceptiva e vivencial, capaz de regenerar a sensibilidade do receptor, chegando até a forma mais recente da ciberinstalação.

A arte contemporânea assume  a arte híbrida como o linguagem por excelência, seja nas instalações corpóreas ou nas imateriais/ ou virtuais dos meios computacionais, é ali onde radica a oportuna utilização dos materiais, e tecnologias, para criar obras que expandam as significâncias, na reflexão de novos pensamentos de uma realidade atual, com uma nova forma de rever o mundo de maneira crítica, onde o nível filosófico, a interagir com o conhecimento e baixo a lente dos mensagens visuais notáveis, no mundo virtual e real, se misturam aportando novas perspectivas estéticas, culturais e comportamentais  de este mundo que também é híbrido, pois as obras dos artistas são um reflexo da cultura, do mesmo do mundo atual.


Hernando Urrutia




Projeto DRM de Hernando Urrutia - Exposição "LABIRINTO DA MEMÓRIA" - 18 de Outubro a 17 de Novembro de 2013, - Sala dos Arcos, Reitoria da Universidade da Madeira. - I Colóquio Internacional "(Des) Memória de Desastre" - Funchal - Portugal


https://vimeo.com/80583095

terça-feira, 7 de janeiro de 2014




MÁQUINAS SEMIÓTICAS  (Atividade -2 T-3) Reflexões e Questiones sobre as diferentes posições de Dubois


Segundo Dubois as máquinas semióticas ou máquinas de imagens, chamadas também as máquinas de linguagem, nos permitem visualizar e representar imagens. Elas desde o seu início encarnam uma tecnologia e se apresentam como uma invenção radical em relação às precedentes formas de representar a imagem, desde o início do seu processo até as últimas tecnologias que surgiram e se sucederam de dois séculos para cá e introduziram uma dimensão “maquínica” crescente no seu dispositivo, desde o advento da fotografia com a câmara obscura, o surgimento da máquina fotográfica, do meio cinematógrafo, da televisão/vídeo e da imagem informática.


Existindo sempre durante o seu percurso de desenvolvimento pela história divergências na apreciação do seu discurso e reflexão por parte de investigadores  e interessados da nova imagem gerada pelas novas formas de representar a imagem com os dispositivos ou aparelhos, na questão da criação e a questão estética (artística), o papel deles e a interação com o homem criador (artista) e as máquinas de imagens, ou seja a relação maquinismo-humanismo e as diferentes dialécticas entre os polos da estética e a tecnologia.

Ao final o que sempre está em questão é a estética a sua materialidade e imaterialidade e a posta em cena da atual imagem electrónica criada por médios computacionais (imagem informática), a sua síntese, virtualização, na sua volatilização e abstração sensorial.

As máquinas semióticas intermediam as nossas relações sociais e as nossas representações de mundo, na medida que são os meios de interligação entre nós e o mundo exterior. É a nossa forma de comunicação e verificação do mundo, como é a televisão, na qual é em grande medida o contacto com a realidade, também por meio da comunicação no ciberespaço, no uso das máquinas computacionais que nos permitem rever por meio de imagens, textos e codificações referenciais, as diferentes informações, como é o caso das varias redes sócias e o e-mail.

A nossa representação do mundo está supeditada e levada em grande mediada pelas máquinas semióticas. É algo que anos atrás era impensável por muitos detratores do desenvolvimento tecnológico.


Hernando Urrutia


- “MÁQUINAS E IMAGENS: Uma questão de linha geral”, de Dubois, Philippe (2004): DUBOIS, Philippe Cinema, Video, Godard. São Paulo: Cosac Naify